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Desafio Semanal: Diálogo [2] |
Um diálogo entre duas personagens.
Construa apenas um diálogo, sem nenhuma outra indicação.
Modalidade: narrativa (diálogo)
Palavras: até 300 palavras
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Desafio criado por: Dunyazade
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Enviado:
15-12-2005 11:35
Título: Traição
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Registo: 14 Dec 2005
Mensagens: 517
Participações: 42
Local/Origem:
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- Não!... Isso não pode ser verdade...
- Mas é, acredita!
- ... Recuso-me. Recuso-me terminantemente! Vocês...? Tu e o João, um casal tão certinho... como podem...
- Acaba com as tretas, David! Não suporto hipocrisias.
- Eu... A sério, estou chocado.
- NÃO ME MINTAS, PORRA! Odeio-te! Odeio esse cinismo todo! David,... eu quero saber o que se passa!
- ...?
- Eu sei que sabes quem ela é...!
- Ela?
- David, nós vamo-nos separar porque ele anda a montar-se noutra!
- O João?
- Escuta, David... escuta com muita atenção, que não quero repetir-me - Eu sei que tu sabes, ok? Os homens comentam estas coisas com os amigos; falam das gajas que comem, como se se tratassem de troféus. Não me faças é de parva, ´tás a ouvir? Diz-me, David, quem...
- A sério, Mariana... juro-te que não sei. Estou tão surpreendido quanto tu...
- David, eu vou-me zangar a sério contigo... e tu não me queres ver zangada, asseguro-te!
- Mas... como podes estar tão certa disso tudo? Ouviste alguma coisa?
- Eu vi, ok!!!! VI... com os meus próprios olhos... ele estava a beijar outra mulher...
- E não sabes quem era?
- Não. Estava dentro de um carro... o João estava cá fora e debruçou-se para a beijar... David, por favor, diz-me quem é!
- Mariana, podes estar enganada… pode ter sido apenas um beijo na face. Pode ter sido confusão tua.
- Um beijo de dez segundos? David, vou-te perguntar pela última vez… sabes quem é a gaja?
- Não. Acredita em mim…
- Vou-me embora. Vou descobrir quem é essa cabra, a bem ou a mal. Se sei que estás envolvido, David… Vocês homens são todos iguais... só pensam em sexo. Filhos da Puta!
- Adeus, Mariana.
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- Grande Cabrão!
- David?
- Grande Cabrão… andas a foder outra gaja e não me dizes nada?
- David, Acalma-te… eu ia-te contar...
- Pensei que o que tínhamos ente nós era único…
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Traição: Copyright © 2005 MarlonBrandy |
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| (300 palavras) |
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Estatísticas de votação para Traição |
Votos: 9 Classificação média: 4.11 |
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Enviado:
12-12-2005 18:27
Título: Por uma noite...
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Registo: 04 Nov 2005
Mensagens: 2
Participações: 3
Local/Origem: Portugal


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Pikena: Tive uma ideia meio alucinada. Estou a dar em louca, mas quero mesmo estar contigo.
Miúdo: Em que é que tu estás para aí a pensar?
Pikena: Em estar contigo. Quero juntar o meu corpo ao teu. Quero entregar-me a ti…
Miúdo: E como queres fazer isso? Sabes que ele aí está este fim-de-semana?
Pikena: Sábado á noite. Sai de casa, passa a ponte e vem para sul. Eu depois dou-te mais indicações.
Miúdo: Tens noção de que estás a ficar maluca? E se ele descobre?
Pikena: Fica descansado que eu desenrasco-me. Ele nunca vai saber de nada. Se não descobriu até agora…
Miúdo: Já tínhamos combinado parar com estas coisas e tu não estás a facilitar!
Pikena: Eu sei, mas já não aguento mais estar longe de ti. Quero poder abraçar-te, beijar-te, quero sentir o teu corpo dentro do meu, quero que me possuas com toda a tua paixão.
Miúdo: Tu deixas-me doido! Não me faças propostas dessas que está a ser tentador…
Pikena: É mesmo isso que eu quero. Vem ter comigo. Passamos a noite juntos. E tudo fica melhor.
Miúdo: Não pode ser. Isto já é difícil assim. Vai ser ainda pior se isso acontecer. Esquece!
Pikena: Em que sentido é que isto pode ser pior? Pior do que estar sem ti? Pior do que desejar-te a todos os momentos? Pior do que sonhar contigo todos os dias e acordar sem estares a meu lado? Acredita em mim. Não vai ficar pior.
Miúdo: Não vai acontecer Pikena. Se acontecer, nunca mais te consigo largar, e tu não és minha!
Pikena: Mas posso ser, pelo menos por uma noite…
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Por uma noite...: Copyright © 2005 Pikena |
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| (274 palavras) |
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Estatísticas de votação para Por uma noite... |
Votos: 6 Classificação média: 5.17 |
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Enviado:
09-12-2005 17:07
Título: Jardinagem
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Registo: 13 Sep 2005
Mensagens: 2
Participações: 4
Local/Origem: braga

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- Estás atrasado.
- Vim a correr, sabes como é...
- Sei pois, também eu estive a cortar espinhos.
- Foste rápida...!
- Hoje a tarefa foi facilitada, ja estavam geladas, não houve complicações.
- Tiveste sorte! A minha tarefa foi ingrata...
- Então?
- Entao! A mim nunca me calham flores geladas! Desta vez tive que cortar os espinhos de dois amigos, um rapaz e uma rapariga, que ainda estavam quentes. Uma história interessante...
- Humm, deixa-me adivinhar...
- Não, nem tentes, não conseguirás.
- Ora, estás a substimar todos estes meus anos de experiência na jardinagem. Já devias saber que sou das mais conceituadas nesta profissão!
- Eu sei, eu sei... mas este caso foi especial! Os dois amigos de que te falei absorveram dois nutrientes em simultâneo.
- Não acredito! Esses casos são mesmo especiais... Estas nossas flores...
- Exacto. As nossas flores têm um dom natural para desrespeitar a ordem do jardim da vida, é o que te digo!
- Concordo! Complicam as coisas de uma maneira...
- Pois. Então vê tu que ambos se alimentaram do nutriente amor e do nutriente amizade!
- Imagino a confusão dessas pobres flores... amantes ou amigos... e que fizeste tu? Que nutriente eliminaste?
- Não eliminei.
- Como não?!
- Deixei os nutrientes e coloquei-os numa outra terra.
- Não percebo...
- Cortei os espinhos e coloquei-os em vasos. Separados.
- Não... diz-me que não fizeste isso! Pobres flores! Como foste capaz?!
- ... bem, estava num dilema... e com dúvidas... como haveria de escolher?! Espero que eles deixem de se alimentar com os dois nutrientes, agora que estão separados...
- Tenho as minhas dúvidas... aliás, isso pode ter outra dimensão, eles podem...
- Espera. Estou a ver algo ali no jardim.
- O quê? Que se passa?
- Eles.. as flores... murcharam.
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Jardinagem: Copyright © 2005 Decas |
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| (276 palavras) |
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Estatísticas de votação para Jardinagem |
Votos: 5 Classificação média: 6.6 |
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Enviado:
09-12-2005 12:56
Título: Alicate
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Registo: 29 Jan 2005
Mensagens: 679
Participações: 92
Local/Origem: Lisboa, subúrbios

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-Onde é que foste?
-Não fui a lado nenhum.
-Mas demoraste uma data de tempo.
-Ó.
-... trouxeste o alicate?
-Sim.
-Achas que é o fio verde ou o castanho?
-Sei lá!
-Não estás a ajudar muito.
-Ó.
-Queres que esta merda rebente?
-Ó pá, eu estou-me a lixar, quer rebente quer não rebente.
-Quer dizer, não te importas de ficar por aí espalhadinho em mil bocados?
-...
-É?
-Não.
-E a tua namorada, também não se incomoda?
-... qual namorada?
-A tipa com quem estavas a curtir e que pertence ao bando que nos pôs aqui para morrer nesta merda de labirinto.
-...
-Sim, eu vi os dois pombinhos.
-...
-...
-Tu não viste nada! Estávamos apenas a conversar! E ela não está com os outros gajos!
-Não sabia que se conversava com uma mão debaixo da blusa. Essa é nova. É um novo tipo de conversa? É para quê? Sentir os batimentos cardíacos e ver se está a mentir ou não? Olha que se toda a gente conversasse assim havia menos mentirosos! Pois, vai-te embora.
-Poupa-me.
-...
-Eles só querem... uma coisa: que digas onde escondeste aquilo de que andam à procura. Dá-lhes essa merda e tiram-nos daqui.
-E tu vais com a tua amiguinha, em cima de um burrico, off to the sunset. E ainda pensas que ela não tem nada a ver com o nosso cativeiro. É o quê, a criada, veio fazer o serviço, passar o espanador e, ó que grande surpresa, cativos! Por favor...
-Está na mesma situação em que nós! Nós, não, em que eu: apanharam-na porque ela viu o teu rapto.
-Foda-se, já te disse que foi um engano! Eu sei lá quem são estes gajos! Não sei de que merda é que falam! Não faço ideia do que querem! Já lhes disse isso um milhão de vezes!
-...
-Tanto se me dá que acredites ou não. Estamos no mesmo barco, se rebentar morremos os dois. Passa para cá o alicate.
-...
-Dá-me essa porcaria.
-Não.
-Não?! Tu queres morrer?!
-Se não me disseres onde puseste aquilo, lixo-te os cornos!
-Eu não acredito!!
-Onde está!
-NÃO SEI!
-Epá, arrebento-te a cabeça com a merda do alicate!
-Cabrão!
-Estafermo!
-Argh. Tira a mã... Cab
-Argh! Uff! Sacana…
-Fica aí! Quietinho!
-A menina vai bater-me, é? Com esse corpinho? Pff.
-Eu detono a bomba! Corto a merda de um fio qualquer e vamos os dois pelos ares!
-Espera, calma, calma lá.
-CALMA UMA MERDA. NÃO TE MEXAS!
-Está bem, está bem.
-Senta-te, SENTA-TE!
-Está bem, está bem. Já me sentei. Pronto. Calma.
-E fica aí. Aí!
-Tudo bem. Não te enerves.
-...
-...
-...
-...
-Vou cortar o fio castanho.
-NÃÃÃOO!
-Pronto, já está.
-...
-Simples.
-Que barulho é este...?
-Ups...
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Alicate: Copyright © 2005 Dunyazade |
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| (445 palavras) |
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Estatísticas de votação para Alicate |
Votos: 6 Classificação média: 5.5 |
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Enviado:
07-12-2005 23:11
Título: Não, não quero saber.
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Registo: 07 Dec 2005
Mensagens: 0
Participações: 1
Local/Origem: Portugal
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- Olá, Iza.
- Ah... Olá, Marcus.
- 'Tás boa?
- Sim... Ouve, em relação àquilo de ontem...
- Esquece isso. Recebeste a minha carta?
- Sim.
- Leste-a?
- ... li. Mas, tu és maluco. Tu não me conheces.
- Que mais há para conhecer?
- O Berto está olhar...
- Não me importa. Se ele se incomoda tanto por falares comigo que me venha ele dizer isso.
- Ele é meu namorado, Marcus! É claro que importa.
- Não, não quero saber. Se para mim tu és o mundo, ele está fora dele e, logo, não existe.
- Não me digas essas coisas.
- Ele não te faz sentir como uma princesa, pois não?
- Eu não tenho de responder a isso.
- Claro que não. Tudo o que lhe interessa é parecer bem para todos os outros. Mas para ti...
- Marcus, deixa.
- Mas para ti ele é só um estranho! Como podes andar com ele depois de ele te ter traído.
- Eu perdoei-lhe.
- Ele ameçou-te.
- ...
- Eu amo-te.
- Eu...
- Tu não o amas. Vá lá, não podes negar que há algo entre nós.
- Sim, há! Há a tua estúpida auto-confiança e a minha saúde se ele me continua a ver contigo.
- É tudo o que tenho. Tu fazes-me acreditar que perder tudo por tua causa é uma boa coisa.
- Tu mal me conheces...
- Eu sei aquilo que preciso de saber para saber que tudo o que sei é que te amo. Só me interessa aquilo que o meu coração me diz.
- Ele vai magoar-te...
- Com porrada posso eu bem. Mas o que tu me estás a fazer, a andar com esse monte de tijolos ocos todos os dias, isso é que me está a matar.
- Eu não quero ouvir mais disto... Ele...
- Ele matava-me se eu te beijasse agora.
- Sim...
- Óptimo, porque eu estou capaz de morrer para sentir os teu lábios.
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Não, não quero saber.: Copyright © 2005 Love Boat Captain |
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| (297 palavras) |
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Estatísticas de votação para Não, não quero saber. |
Votos: 5 Classificação média: 5 |
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Enviado:
07-12-2005 22:05
Título: vem
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Registo: 06 Nov 2005
Mensagens: 0
Participações: 3
Local/Origem: Coimbra

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- vem!
- onde?
- o que é que isso importa?
- claro que importa
- vem
- mas...
-confias?
- erm...
- entao?
- confio.
- entao vamos?
- vamos!
- fecha os olhos
- huhum
- o que sentes?
- o mundo em mim.
- já viste como és grandiosa?
- foi para isso que...
- sim, foi!
- obrigada.
- a força está em ti!
- sem ti, nao estaria.
- estaria sim... só que teimavas em não a ver.
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vem: Copyright © 2005 rosi_ |
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| (63 palavras) |
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Estatísticas de votação para vem |
Votos: 5 Classificação média: 5.4 |
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Enviado:
07-12-2005 0:49
Título: Porquê?
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Registo: 31 Aug 2005
Mensagens: 0
Participações: 2
Local/Origem: Seixal

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- "Porquê?"
- "Porque sim, porque não resisti! Errei, aí o tens, sou humano!"
- "Mas nunca pensei que não fosses...nunca esperei isso de ti! Porque me fizeste isso?" - lágrimas rolam pela cara
- "Sempre me fizeste perfeito, e quando havia algo que pudesse indicar que não era forçavas-me no sentido de me exigir a mim próprio que o fosse! Não te consegui mostrar que nunca vou ser perfeito...não que não tivesse tentado, mas tu nunca percebeste..."
- "Mas eu...não percebo porquê! Só te ajudava e insistia contigo porque queria que fosses ao máximo do teu potencial!"
- "Nunca te disse que era isso que eu queria, porque é que insistias...quem te disse que eu não queria viver uma vida mediana, confiante na mediania das minhas capacidades, sem me cansar...sem ficar exausto e imerso na minha exigência..!"
- "Mas se viveres assim vão-te passar por cima, vais sair magoado..eu não conseguiria viver com isso! Sei que és capaz de ser melhor que isso..."
- "Mas eu não quero ser melhor que isso!" - gritou - "Estou bem como sou, aliás só me sinto bem quando não me exijo o inimaginável e aquilo que eu só a custo consigo alcançar! Não quero viver uma vida miserável inundado e afogado em frustrações ou na constante ansiedade de ser sempre mais e melhor, de ultrapassar todos, de me ultrapassar a mim próprio..."
- "Mas só assim vais ser feliz..." - repelindo os soluços
- "Feliz? Eu? Não seria feliz...e não seria eu...a partir do momento que eu me tento ultrapassar estou-me a tentar esquecer de mim próprio...se eu me ultrapassar a mim próprio vou-me perder, vou deixar de ser eu...e o que vai restar é um espírito cansado, triste, despegado das suas raízes, do seu corpo, da sua vida. Não me obrigues a matar o que construi e tanto tempo demorei a gostar! Adeus!
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Porquê?: Copyright © 2005 Pedro |
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| (299 palavras) |
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Estatísticas de votação para Porquê? |
Votos: 4 Classificação média: 4.75 |
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Enviado:
06-12-2005 15:44
Título: Adeus
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Registo: 20 Oct 2005
Mensagens: 8
Participações: 13
Local/Origem:

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- O que estavas a fazer?
- Porque queres saber?
- Não quero, perguntei apenas por simpatia.
- O que te faz pensar que é simpático perguntar isso?
- Desculpa, estava só a fazer conversa.
- Não tenho paciência nenhuma para isso. Se não tens nada para dizer, não achas que seria mais simpático ficar calada?
- Estás impossível, às vezes nem sei como é que te aturo...és tão complicado!
- Eu? Apenas sugeri que devemos ficar calados quando não temos nada para dizer. Parece-me difícil ser mais simples que isto.
- Dá-te assim tanto trabalho falar comigo?
- Se calhar é mais difícil ficar calado.
- Não comeces!
- ...
- Às vezes tenho a impressão que te achas superior a toda a gente.
- Porque dizes isso?
- Falas sempre com esse tom. Parece que não te interessa nada dos que os outros dizem. E olha que não sou a única a pensar assim.
- Não tenho a culpa se, na maioria dos casos, as outras pessoas não falam de nada que me interesse. Era o que me faltava ter de dizer disparates só para manter conversas com pessoas que não me interessam. Não tenho paciência, pronto!
- Já reparaste que cada vez falas com menos pessoas?
- Já. Devo estar a ficar refinado.
- Nunca te ocorreu que, se calhar o problema é teu?
- Qual problema?
- Não tens notado que, aos poucos, toda a gente se tem vindo a afastar de ti?
- Sim.
- E não achas estranho? Não te perguntas porque será?
- Não. Não perco tempo a pensar nisso.
- Não achas importante pensar nos teus amigos?
- Se fossem meus amigos, não se afastavam.
- Se calhar afastaste-te tu e não os deixaste vir ter contigo.
- Se calhar...
- Bem, já percebi que não queres falar. Adeus!
- Pois, adeus.
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Adeus: Copyright © 2005 tempo |
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| (281 palavras) |
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Estatísticas de votação para Adeus |
Votos: 4 Classificação média: 6 |
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